A intimidade profunda do poeta em Todo Amor Que Houver Nesta Vida
- Intimidade profunda: O eu lírico quer ser o “pão”, a “comida” do outro, metaforizando uma união essencial e vital, onde um supre as necessidades do outro em todos os níveis: físico, emocional e mental (“Boca, nuca, mão e a tua mente não”).
- Aventura no cotidiano: A canção valoriza o “amor tranquilo”, mas com um “sabor de fruta mordida”, sugerindo que a paixão e a novidade devem coexistir com a estabilidade (“Pelo inferno e céu de todo dia”).
- Parceria e cumplicidade: A ideia de ser “artista no nosso convívio” e de “transformar o tédio em melodia” aponta para uma relação onde ambos os parceiros criam juntos uma vida interessante e cheia de significado.
- Entrega total, com realismo: Cazuza fala em “alcançar em cheio, o mel e a ferida”, reconhecendo que um relacionamento verdadeiro envolve tanto os prazeres quanto as dificuldades, e que é preciso um “remédio que me dê alegria” ou um “veneno antimonotonia” para manter a relação viva.
Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na salivaSer teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantiaE ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodiaSer teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotoniaE se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente nãoSer teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
Vou deixar um comentário